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Parque Nacional da Peneda-Gerês, a grande desilusão

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Curva, contracurva. Curva, contracurva.
Parou-se o carro para a minha irmã vomitar.
Mais curva e contracurva.
Curva, contracurva.
E por fim chegamos ao Gerês.

Estávamos numa lagoa, a água era transparente, e era funda... E eu brincava com os meus primos à vontade, ora dentro, ora fora de água.
Naquele tempo acho que os pais eram mais despreocupados, deixavam-nos à vontade, à vontade demais... Não sei bem como, mas de repente estou-me a afogar.

Lembro-me de tentar mexer os braços a tentar alcançar a superfície, mas não parava de ir lentamente ao fundo... e estava a sufocar.

Our conduct and responsibility | Indagatio E eis que uma mão então uma mão agarra-me e puxa-me de dentro da água. Um tio meu salvou-me a vida.
São estas vagas recordações as únicas que tenho da minha primeira ida ao Parque Nacional da Peneda-Gerês, numa viagem de família que nunca se repetiu. Não houve mais nenhum pormenor relevante. Recordo-me que era tudo verde e que cheirava bem, mas não tenho mais memórias daquele dia senão estas que conto.
Devia eu ter uns quatro ou cinco anos.
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A verdade é que não me traumatizou nem me ficou uma memória profunda daquele incidente. Só anos mais tarde comecei a valorizar esses acontecimentos.
E só então voltei a lembrar-me daquele lugar. O “Gerês”. Mas os meus pais não tinham carro e por isso, na altura, não pude voltar lá. Fiquei só com as memórias...

Fica comigo, viaja nas recordações do meu coração para saberes todo o meu amor incondicional pelo nosso único Parque Nacional.

Isto continua...

 Pedro Caldas

2 comentários
de Renato Da Conceicao em May 28, 2020

Amigo, pareces o Sam a ser puxado das águas pelo Frodo. Que encanto. Que herói!
Espero que realizes os teus sonhos e te tornes no Sam, Amigo.

de Filipe Sá (Filas) em May 21, 2020

Não conhecia esta história Bro. Marcante primeira visita ao Parque.
Já a minha como sabes, ou a que melhor me recordo, foi a primeira vez que fui a pé ao miradouro da Pedra Bela com o meu pai, decorria talvez o ano de 92/93 (tenho de confirmar isto). Sei que já tinha visitado o Gerês antes, mas ao contrário de ti, e infelizmente , não fiquei com memórias sensoriais.
Mas tenho a felicidade de saber que Gerês foi uma palavra que aprendi ainda eu era bem pequenino.
Abraço.

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